A Plastrela Embalagens Flexíveis investiu cerca de R$ 12 milhões para trazer ao Brasil uma nova opção para produtos perecíveis em embalagem longa vida. A empresa, localizada no município de Estrela, no Rio Grande do Sul, tem a licença para produzir um sachê plástico para envazamento de leite UHT, sucos, bebidas lácteas e outros produtos que necessitam de alta barreira asséptica. A novidade, já muito conhecida em países da América Latina, traz vantagens e benefícios ante a tradicional “caixinha longa vida” cartonada. Conforme o diretor da Plastrela, Jack Shen, a Duraflex, marca registrada pela empresa para essa embalagem, pesa sete gramas contra 28 gramas da longa vida cartonada, e é 100% reciclável.
“Este produto é feito com multicamadas e de fácil reciclagem”, conta Shen. A fábrica gaúcha - primeira empresa licenciada do país para comercializar a embalagem longa vida do tipo sachê - estima que o custo unitário da Duraflex seja entre 30% e 50% menor do que o das cartonadas. A embalagem ainda apresenta segurança total, testada e utilizada em mais de 40 países e preserva seu conteúdo em até 120 dias sem refrigeração.
Até então no país, só existia um fabricante deste tipo de embalagem longa vida cartonada. Segundo Shen, os laticínios e outras indústrias do segmento alimentício não tinham outra oportunidade de escolha, que oferecesse a mesma segurança e barateasse os custos do produto final nas gôndolas dos supermercados.
Com o surgimento do sachê longa vida no mercado nacional essa realidade pode mudar rapidamente. A Plastrela prevê que a Duraflex represente 10% de produtos envazados perecíveis até o final deste ano e dobre o percentual de participação em 2009, chegando a 30% em 2012. Na Colômbia 85% de produtos derivados do leite, além de sucos, já são embalados no sachê. Na Argentina e no Chile, o produto já representa 50% do mercado.
“A oportunidade no Brasil para a solução flexível é gigantesca pela grande presença de consumidores de leite nas classes C, D e E. Mas há também o apelo ecológico que atinge todas as classes sociais, quando um produto é eficaz na sua reciclagem e sustentabilidade de toda a cadeia produtiva”, finaliza Shen.
fonte:
Amorim Comunicação
data:
12/09/2008
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